segunda-feira, agosto 18, 2008

A Dolce Anna

Houve quem já lhe tivesse chamado a “Audrey Hepburn com voz”.



Houve quem já tivesse dito que é a “nova Callas”



Talvez sejam exageros, talvez haja alguma ponta de verdade em tudo isso.

O certo, é que o começo de carreira, desta ainda jovem artista, é tão incomum, que já se tornou lendário na história do bel-canto e, talvez por isso mesmo, acabe por influenciar toda a adjectivação que lhe colocam.

Natural da cidade de Krasnodar, esta anteriormente promissora ginasta, veio a tornar-se estudante de canto no Conservatório de São Petersburgo, e precisando naturalmente de arranjar emprego para subsistir, encontrou-o! Exactamente no Teatro Marinsky (sede da Ópera de Kirov) de São Petersburgo como... empregada de limpeza, com a tarefa específica de lavar o chão.



Por isso, quando certo dia, a jovem mulher da limpeza apareceu no Mariinsky, não para esfregar os soalhos, mas em dia de audição, causou um enorme espanto ao maestro Valery Gergiev, que reconheceu de imediato aquela bonita Anna, com quem até então se tinha cruzado inúmeras vezes nos corredores, vendo-a sempre de balde e esfregona na mão!

Depois de a ouvir, passou da curiosidade à surpresa e rendeu-se completamente à sua potentissima voz de soprano e à sua espantosa aptidão para o palco. Fez então questão de acompanhar pessoalmente o seu aperfeiçoamento vocal, que previa ser extremamente auspicioso!



Pouco depois de acabado o Conservatório, com pouco mais de 20 anos, Anna estreia-se precisamente no Mariinsky, dirigida por Gergiev, como Suzana das Bodas de Figaro.

De então para cá, a carreira da belíssima Anna Netrebko tem sido vertiginosa. Actualmente, com 36 anos, é já uma das cantoras mais requisitadas do mundo, tendo actualmente como mentora e mestra, a célebre cantora Renata Scotto!

Anna é uma mulher belíssima, e apesar da sua voz magnifica e da sua expressividade notável, muita gente sugere que não fora a sua beleza e talvez não tivesse conseguido tão rapidamente o sucesso que tem alcançado! Críticos e público estão excitada e completamente divididos a esse respeito!

Deixando São Petersburgo para passar a residir em Viena, passou também de um quotidiano de bata, empunhando detergentes para ser um dos rostos mais prestigiados da marca Dolce & Gabana!



Fala-se da sua história, fala-se da sua voz, fala-se dos seus sucessos, fala-se do excesso com que é adorada por uns e criticada por outros, fala-se da sua imagem, fala-se da emotividade com que pisa o palco e enfrenta o público…. Fala-se dela!

Protagonista em todas as principais salas de Ópera e de Concerto do mundo, esta russa de nascimento, há pouco mais de um ano naturalizada austríaca foi, em 2007, a estrela da última noite dos célebres concertos Promenade e fez, mais uma vez, uma enorme sensação, neste caso, particularmente, entre o público masculino!

São imagens desse momento extraordinário de festa e sensualidade que proporcionou ao público do Royal Albert Hall com Meine Lippen sie Kussen so heiss de Franz Lehar, que hoje deixo aqui:

terça-feira, agosto 12, 2008

Uma memória musical! Qualidade ou lucro?

Volto hoje à música, como uma canção de expressão francesa de que gosto muito!

E volto por um caminho que gosto de percorrer. O das recordações da EUROVISÃO





Volto também com uma pequena reflexão mais genérica, partindo da seguinte questão:

Porque é que os meios de comunicação, nomeadamente rádios e televisões, não procuram educar o gosto dos mais jovens e, pelo contrário, transmitem sobretudo a mediocridade?

Creio que a resposta é simples:

É o interesse financeiro que conta! Na verdade por cada bom autor, há decerto muitas dezenas de medíocres, e se educássemos os mais jovens apenas a gostar do que é bom, o número de músicas vendáveis diminuiria, pois seria a qualidade a comandar as opções das pessoas.

E quando a quantidade do que é vendável diminui, os lucros das companhias discográficas reduz-se…

Seria uma desgraça para editoras, rádios e televisões que as pessoas começassem a querer apenas o que é bom! A exigir qualidade!



E esse é o problema.

O Festival da Eurovisão traduziu sempre muito bem essa luta entre qualidade e interesses comerciais, mostrando que, infelizmente, se encontram demasiadas vezes em campos opostos.

O ano de 1978, por exemplo, deu-nos, na minha modesta opinião, um interessante exemplo disto mesmo!

Nesse ano a canção vencedora deu pelo nome de A-ba-ni-bi, e era cantada pelos israelitas Izhar Cohen and Alphabeta.

Foi uma canção que passou nas rádios até à exaustão e que depois se eclipsou, como aliás seria previsível!



Contudo, nesse Festival surgiu uma canção, que sem ser excepcional, era bem mais interessante e que, após a luta de que falei acima, acabou convenientemente relegada para o 2º lugar.

Após o concurso euroviseiro, enquanto que a vencedora nos era "impingida" de segundo a segundo, a outra quase que ficou sequestrada nas gavetas das estações radiofónicas, acabando inevitavelmente por ser remetida para um quase total esquecimento.

Por não prestar? Na minha opinião, não terá sido obviamente o caso! Isso, aliás, nunca foi motivo para que uma música não passasse na rádio!






Por ser de expressão francesa? Poderá ser, uma das razões!

Por não se enquadrar na moda do momento? Pode ser outra razão!

O certo, é que o tema central de ambas as canções é o AMOR e cada uma trata-o à sua maneira. As opções editoriais preferiram a isrealita.

A tal canção de expressão francesa que referi no início deste post e que, 30 anos depois, ainda me dá muito prazer ouvir, chama-se L'Amour ça fait chanter la vie, foi a representante da Bélgica nesse já distante festival eurovisivo!

É com o maior gosto que, à simples medida de um pequeno blog, a desejo retirar do ostracismo a que foi votada e recordá-la aqui, na voz do seu excelente interprete, Jean Valleé, esperando que gostem tanto dela quanto eu!



L'amour, ça vous met dans le cœur Des crayons de couleurs pour dessiner le monde
L'amour, on devient musicien
De vrais petits Chopin, rien que pour une blonde
L'amour, c'est tellement fantastique Ça met le bonheur en musique
Ça rit de toute sa symphonie L'amour, ça fait changer la vie L'amour, ça vous met dans les yeux Un regard fabuleux qui vous change un visage
L'amour, ça vous donne des ailes Pour monter dans le ciel jusqu'au septième étage
L'amour, c'est tellement fantastique Ça met le bonheur en musique
Ça rit de toute sa symphonie L'amour, ça fait changer la vie L'amour, c'est un grand magicien Qui vous change un chagrin en moins d'une seconde
L'amour, en un mot comme en cent Ça vous donne vingt ans dans tous les coins du monde
L'amour, c'est tellement fantastique Ça met le bonheur en musique
Ça rit de toute sa symphonie L'amour, ça fait chanter la vie

quarta-feira, agosto 06, 2008

Devo estar errado!!!!





Todos os anos, há sempre na minha vizinhança, um ou outro condomínio que resolve fazer as indispensáveis obras de manutenção no seu edifício.

Todos os anos se verifica também que, poucos dias após o prédio estar pintadinho, lá aparecem uns rabiscos ininteligíveis das mais variadas cores e tamanhos, com ou sem desenhos.

Há de tudo nestas sacrificadas paredes!

Confesso também que, apesar de tudo e da raiva que esta situação me transmite, por se tratar do sítio onde vivo, há locais bem mais sacrificados. O Bairro Alto, em Lisboa, por exemplo.

Foto retirada do Blog Round Stone



Foto retirada do Blog Cavaleiro Templário


Ao ver estas fotos, de um dos locais mais emblemáticos e visitados da nossa Capital, apenas vejo como lado positivo o sinal de transparência sobre a qualidade da nossa gestão autárquica e política.

Ver a degradação, o desleixo, o mau gosto, a sujidade e a porcaria que se encontra e amontoada naquele local traduz exactamente o nível de interesse, de preocupações e de amor que os nossos políticos autárquicos têm pela sua cidade. É um espelho magnífico deles e diz-nos exactamente o que deles podemos esperar.

O graffiti é hoje em dia matéria de debate, sobre se se trata de arte ou de vandalismo.

Confesso, que sobre este tema tenho tudo menos uma mente aberta e, de acordo com a minha opinião muito pessoal, permito-me reduzir as coisas a uma forma muito simples:

Num espaço que é público ou numa propriedade que é privada ninguém deveria ter o direito de pintar fosse o que fosse, só porque lhe apetece. Ainda que se trate de Arte!

Nasci em 1956, vivi 18 anos em ditadura e percebo muito bem a necessidade de num regime sem liberdades se ter de recorrer às mensagens murais para transmitir ideias, dar conhecimento de factos, manifestar apoios ou revoltas!

Quando os nacionalistas italianos queriam mostrar aos austríacos a sua presença, escreviam nas paredes VIVA VERDI, frase de duplo sentido: Homenagem ao grande compositor e ao que viria a ser o Rei da Itália unificada: Vítor Emanuel Rei De Itália.



Ou quando os cubanos querem dizer ao regime que não há unanimidade e que desejam ser livres, entende-se a lógica das suas inscrições murais.



No entanto qual será a justificação social, política e estética para algo como isto, que se encontrou numa estação de comboios do nosso País:



Vi algures, como definição de Graffiti, tratar-se de um movimento organizado nas artes plásticas, em que o "artista" aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade.

Mas quem lhe concedeu esse direito de interferência, na cidade que é de todos nós?

Apesar do Graffiti se tratar de algo que hoje pode ser encontrado em Museus, isso só por si não é passaporte nem credencial para nada.

A intervenção visual desordenada, avulsa, descontrolada feita no espaço público é para mim, absolutamente condenável e deveria ser firmemente combatida!




Se olharmos um pouco à nossa volta acabamos por perceber que quem dá esse direito de interferência, ainda que se possa considerar de forma indirecta, acabam por ser as próprias autoridades ao promoverem com os dinheiros públicos concursos de graffiti de norte a sul do País.

Deixo a seguir alguns exemplos e anúncios e regulamentos de concursos de Graffitis de Câmaras e Juntas de Norte a Sul do País (para ver mais em detalhe, fazer click sobre cada imagem):

Concurso de Graffiti - Câmara de Trofa


Concurso de Graffiti - Câmara de Santarém


Concurso de Graffiti - Câmara de Sintra


Concurso de Graffiti - Junta de Freguesia da Pena - Lisboa


Concurso de Graffiti - Câmara Municipal de Oeiras


Concurso de Graffiti - Câmara Municipal de Faro

Se de uma forma estrita se poderá dizer que aquilo que estas autoridades fazem é apelar ao sentido artístico tentando canalizar esse movimento para momentos e zonas específicas da cidade, de um ponto de vista mais geral a mensagem que acabam por passar é a de que a feitura de graffitis não tem nada de negativo, é legitima e até socialmente aceite.

Ora isso é exactamente o contrário do que eu penso como o adequado numa sociedade normal e civilizada!

Resta-me acrescentar que, como eu sou apenas um simples cidadão, o que eu acho ou deixo de achar decerto não valerá nada para os nossos dirigentes municipais!

Mas não será por isso que eu deixarei de me pronunciar contra estas atitudes de dirigentes e políticos de todas as cores que, ainda por cima, nunca se dão ao trabalho de dizer o que pensam destas coisas concretas da vida da cidade, quando se propõem conquistar votos!

Resta saber se eles sequer pensam... e se têm a noção de todos os efeitos e consequências que as acções que promovem acabam por produzir?

Admitindo que não é por por desleixo, incúria e incompetência que a autarquia lisboeta não faz nada para preservar o Bairro Alto destes "ataques artísticos", só poderei concluir que é porque entende que esta forma de "arte" valoriza aquela zona turistica e típica da cidade.

E se assim for, será que os nossos autarcas pensarão que, com o aspecto que apresenta resultante da "arte" com que profusamente se encontra decorado, este bairro antigo de Lisboa se transformou num especialissimo Museu a céu aberto?

Bom, é que face ao panorama terrível daquela importante zona histórica de Lisboa ou estamos perante incompetência, desleixo e a falta de amor pela cidade, ou estamos perante uma visão de estética urbana de pura bandalheira em que cada um faz o que quer e onde quer!

Qualquer das hipóteses é muito má! Mas é o que temos! Até quando?

Foto "Flick" do utilizador Sopra Mais - Rua do Bairro Alto

segunda-feira, julho 28, 2008

Talento

Encontra-se a gravar o seu primeiro disco, que sairá nos Estados Unidos no final do Verão.

Chama-se Melinda Doolittle, faz coros de apoio e tem 31 anos.

Foi com extraordinária surpresa que se deu o aparecimento de alguém com tanta qualidade como Melinda, no concurso televisivo American Idol e foi com maior surpresa ainda que se deu o seu afastamento da final desse concurso.

Foi preterida pelo televoto adolescente, em favor de uma moça de 16 anos e de um jovem louro que fazia sonhar as teenagers americanas, ambos com qualidades vocais, é certo, mas ambos aquém do nível artístico de Melinda…

De facto, Melinda já não é uma adolescente, é um pouco gordinha, não se encaixa propriamente nos padrões de beleza impostos pela moda, é fora do palco algo reservada e, para muitos jovens, tem o defeito de possuir um estilo musical diferente do que se ouve actualmente na rádio, um estilo de música que estará, supostamente, mais ligado à geração dos seus pais.

Apesar de todos esses "defeitos" a sua presença em palco, tal como a sua voz, é avassaladora. Um autêntico animal de palco, dotado de uma voz extraordinária!

A bem da verdade, deve-se dizer que, para este tipo de concursos a música é apenas um pretexto, o que conta efectivamente são os lucros das operadoras telefónicas e das cadeias de televisão com o chamado televoto e com a publicidade.

Por isso muitas vezes, o que acaba por imperar é a moda, ficando os verdadeiros talentos relegados para segundo plano e para o esquecimento.

Com Melinda no entanto, o esquecimento seria talvez um pouco difícil, dadas a sua óbvia qualidade. Mesmo assim, foi preciso mais de um ano para que uma editora a pusesse a gravar.

Deixo pois um alerta para esse seu primeiro trabalho discográfico e deixo aqui algumas imagens da passagem de Melinda pelo concurso americano.








quinta-feira, julho 24, 2008

Vontade de mais férias

Vim de umas férias, muito agradáveis na zona do vale do Tejo.

Durante as férias fiquei a saber que o processo Maddie foi arquivado… Entretanto, ligo hoje a televisão e dou com a entrevista do ex-inspector da PJ, Dr. Gonçalo Amaral à RTP.

De acordo com a sua teoria sobre este caso:

1- Maddie morreu em casa, eventualmente por acidente, estando os pais envolvidos na ocultação do o cadáver da menina.

2 - Kate e Gerry, momentos após a morte da criança, teriam concertado à mesa do restaurante, com os sete amigos, com quem jantaram alegremente, a versão a dar à polícia.

3 - O casal teria encontrado, ainda durante aquela madrugada, apoios locais que lhes teriam proporcionado uma arca frigorifica, onde o cadáver teria ficado algumas semanas.

4 - Do mesmo modo teriam tido o “jeito” de um laboratório inglês que não validou cientificamente os dados obtidos a partir dos vestigios biológicos encontrados na Praia da Luz.

5 - A nível diplomático, os McCann teriam obtido o favor de uma visita do embaixador britânico, o que segundo o Sr. Inspector constituíu uma pressão sobre a polícia.

6 - A nível político, os governos português e britânico, aquando da preparação da Cimeira de Lisboa, teriam metido também o seu dedinho a favor dos McCann neste processo.




Considera também que é estranho a Polícia, ter que dar informações regulares à família de uma criança desaparecida sobre o andamento das investigações.

Confessa ainda que durante o período em que foi responsável pela investigação, apesar de ter encontrado indícios suspeitos e visiveis contradições entre os vários testemunhos, relativamente aos pais de Maddie:

a) Não se fizeram todas as perguntas que deveriam ter sido feitas.
b) Não se passaram a seguir os seus movimentos.
c) Não se colocaram os seus telefones sobre escuta…

Confessou igualmente que, na noite do desaparecimento da criança “os colegas” que chegaram primeiro ao local não fizeram tudo o que deveriam ter feito, não classificando esse facto como um erro,… mas sim como compreensível efeito de alguma inexperiência!!!!!!

Obviamente que não sei, tal como parece que ninguém sabe, o que realmente se passou com a pequena Maddie, contudo quando perante elementos contraditórios e factos suspeitos, se aposta numa determinada teoria convém divulgá-la apenas quando ela se possa afirmar como suficientemente credível, não se baseando unicamente em construções subjectivas a partir de uma certa escolha de “indícios” derivada de algumas convicções pessoais.
Terá sido isso mesmo que o antigo director da PJ concluíu quando afirmou haver precipitação neste caso.

Sinceramente tenho de confessar que ao saber que o Dr. Gonçalo Amaral iria colocar à venda um livro, baseado em elementos tirados de um processo que é pertença da instituição para a qual trabalhou, me surgiu a suspeita de que a prudência não fosse o seu forte....
Ao ver esta triste entrevista, creio que a imagem da PJ, que já não estava boa, ficará agora alarmantemente de rastos!
Meio atordoado ainda com este triste caso, surge de imediato o programa seguinte, um concurso televisivo, em que logo no início, um licenciado em economia dá como exemplo de palavra em que o X tem o som "CS", o vocábulo ....XAILE…

Não aguentei mais... apaguei a televisão.... não só porque tinha bem mais que fazer, mas também porque me veio uma enorme vontade em ir de férias de novo… Desta vez para bem longe….


E assim farei dentro de dois meses... confessando, que apesar destes maus-humores trazidos via TV, me considero um homem de sorte neste estranho País onde, da triste infelicidade de uma pobre criança, se alimentam tantos oportunismos e se revelam tantas incompetências.

segunda-feira, junho 23, 2008

Destino incerto



Em 2002 desapareceram em Portugal 734 pessoas com menos de 30 anos e só de 260 é que se veio a conhecer o seu paradeiro.


O número é assustador, muito embora se saiba que, no que se refere a jovens adultos, o desaparecimento resulta muitas vezes de vontade própria, devido a divergências familiares.

Seja como fôr, a verdade é que os desaparecimentos vão continuando e, se é certo que, no que se refere a crianças, a maior parte dos casos registados tem que ver com disputas do poder paternal, mais do que com crimes pedófilos, a verdade é que há inúmeros casos por resolver e sobre os quais se tem que temer o pior, não sendo demais os esforços para combater o crime e os criminosos.




Quando se consulta a página de pessoas desaparecidas da Polícia Judiciária, fica-se entretanto com a ideia de que há um número anormalmente elevado de pessoas idosas cujo paradeiro é desconhecido.

Nestes casos, a maior parte das situações ocorrerá devido a problemas psíquicos e acabam por ser resolvidos, mas o certo é que subsistem sempre bastantes ocorrências em que essas pessoas não mais são encontradas, o que para mim é fonte de enorme perplexidade!

Sem querer especular com um assunto que me parece tão grave e melindroso, realço apenas que há a necessidade premente e permanente de não deixar esquecidos esses casos.

Tanto os das crianças, que são normalmente foco de atenção de toda a comunicação social, como os dos mais velhos que tendem a ficar na obscuridade.

Por isso e como ultimo post antes de férias, resolvo recolocar o tema dos desaparecimentos acrescentando mais alguns aos que referi já no mês transacto.
Para mais informações consultar a página da Polícia judiciária em http://www.pj.pt/htm/pessoas.htm

Pamela Matias Santos, desaparecida aos 16 anos em 23 de Setembro de 2007


Sara Raquel Pinho Reis, desaparecida com 16 anos em 7 de Março de 2007



Luís Tavares Neves, desaparecido aos 88 anos em 26 de Janeiro de 2007


Maria Isaura Ferrreira, desaparecida com 73 anos em 8 de Novembro de 2006



Luís Manuel Carrapato, desaparecido aos 81 anos em 3 de Abril de 2008



José Fernandes, desaparecido aos 90 anos em 19 de Agosto de 2007



João da Encarnação Tomé, desaparecido aos 70 anos em 17 de Março de 2007



Gerda Charlotte Danielowski desaparecida aos 74 anos em 18 de Julho de 2007


Mais jovens e mais velhos, são de facto os mais vulneráveis e embora este contributo possa ser muito modesto e inócuo, não quis deixar de marcar novamente presença neste espaço com este tema.

Deixo-vos com ele e com um abraço a todos os amigos e amigas que visitam regularmente este espaço e….Até ao final de Julho.

Boas férias para todos e votos de coragem e sorte para todas as famílias que neste momento vivem a angústia de um ente querido desaparecido
.

sábado, junho 14, 2008

SALVEM O LARGO DO RATO

Caros amigos e amigas

Há um novo projecto para o Largo do Rato, que já vem do mandato de Santana Lopes e que, segundo parece, pouco falta, para que tenha aprovação para o começo das obras:

O que é actualmente assim:


Foto retirada do blog Lesma Morta

De acordo com esse projecto e segundo uma fotomontagem do EXPRESSO ficará assim;




Já tinha ouvido falar nesta questão, mas depois de ler o post do BLOG Lesma Morta
http://lesmamorta.blogspot.com/2008/02/fotomontagem-expresso-respeitando-as.html

fiquei perplexo com a enormidade que alguém pensou fazer naquele largo de Lisboa.


Na minha modesta opinião, aquele local deveria ser mantido, tal como está!


As opiniões que são atribuídas ao actual responsável do urbanismo, arquitecto Manuel Salgado, no entanto, deixam-me bastante preocupado, pela compreensão que mostra por este projecto.


Seria bom que se começasse a pensar que a cidade é de todos nós e não pode apenas ser objecto de decisão por técnicos camarários, ainda que sejam pessoas com bom nome na praça!


Em meu entender, se querem construir aquele edifício deveriam escolher um outro local onde se harmonizasse com o que já está construído!


No blog acima referido encontra-se uma petição on-line:

http://www.petitiononline.com/lgrato/petition.html

Face a esta ameaça contra a cidade de Lisboa, peço a todos os visitantes deste modesto espaço, que deêm a conhecer este caso e esta petição.


Todas as vozes são importantes para que se mostre aos responsáveis autarquicos, que os cidadãos estão atentos e não pactuam com loucuras destas.


Termino dizendo que em meu entender alguém com o mínimo sentido de responsabilidade e AMOR pela cidade deveria de imediato chumbar projectos destes, aquando da sua apresentação.... E estranho muito que uma cidade como Lisboa, não possua regras e regulamentos que impeçam este tipo de ofensas à cidade!

Repito pois o meu apelo a todos os amigos e amigas que possuem espaços bloguisticos e que visitam este modesto local.

Por favor divulguem este caso e esta petição, para que o movimento de opinião pública que se formar tenha a força suficiente para impedir mais esta monstruosidade que se prepara para a nossa Capital.

quinta-feira, junho 12, 2008

Que ideia de cidade?


Em que tipo de cidade gostariamos de viver?

Numa cidade romântica e de traços clássicos?





Numa cidade como a que nos propôs Le Corbusier?



Ou numa cidade futurista?



Se é difícil perceber o que cada um dos dez milhões de cidadãos pensa e deseja como modelo de cidade, já não deveria ser difícil conhecer as opiniões dos nossos presidentes de Câmara!

No entanto, alguma vez se ouviu algum candidato autárquico dizer que tipo de edificios quer ver construídos nas diferentes zonas da cidade? Ou o que modelo de cidade quer utilizar quando for construir novas ruas e praças, em novas urbanizações?

Já algum candidato a presidente de Câmara – e falemos de Lisboa, que é onde vivo – disse o que gostaria de fazer, em termos concretos, com as zonas mais nobres da cidade?

Na verdade, aquando da apresentação das candidaturas, nunca nenhum expressou uma ideia que fosse a esse respeito, nem nunca vi nenhum meio de comunicação social assinalar essa omissão!

Em Lisboa, no cruzamento da Avenida da República com a Avenida António Serpa, existiu este edifício!

Edificio que se situava na esquina da Av. da República com a Av. António Serpa




Há quase 10 anos, que apenas está lá um espaço vazio!

Admito que já existam projectos para o local, mas que projectos?

Que aspecto irá ter a Avenida da República nesse local? Vão-se repetir os erros que no passado se cometeram, ou ir-se-á respeitar a história da Avenida? Há uma política camarária a este respeito ou, o que se construir depende das circunstâncias?


Far-se-á a reposição do que existia, fazendo um prédio exactamente igual? Ou algo como o que se encontra em frente a este espaço, do lado oposto da Avenida da República?


O edificio mais alto com a sinalética COSEC é o fronteiro ao edifico demolido na Av. António Serpa




Se eu tivesse algum voto na matéria, eu gostaria que a Avenida da República fosse completamente transformada, repondo-se o carácter e a ambiência que já teve nos anos 20 e 30 do século passado, em que existiam prédios magníficos, dos quais infelizmente só restam alguns!

Repare-se neste belo edifício, prémio Valmor em 1923, e repare-se igualmente nas edificações que estão ao seu lado, que quase o anulam, fazendo-o parecer como que deslocado no seu próprio espaço.



A verdade é que, se felizmente que não houve o atrevimento de destruir alguns dos mais belos edifícios da Avenida da República, o certo é que a classificação de apenas alguns deles, acabou por permitir a substituição dos restantes por "coisas" que transformaram aquela Avenida em algo com um carácter completamente diferente do que existiu. Melhor? Creio que não, infelizmente!

A solução para manter a graciosidade e a elegância daquela Avenida teria sido simples! Bastaria a que a construção de novos edifícios no local fosse feita dentro do mesmo estilo dos edifícios mais importantes que permaneciam. É aliás uma regra de bom senso, que muitas cidades aplicam por esse mundo fora.


Edificio de esquina da Avenida da República com a Avenida João Crisóstemo (foto dos anos 40)




Creio que se tivéssemos obrigado a que as novas construções, seguissem o estilo do anteriormente edificado, como se fez, por exemplo, com a reconstrução do Chiado, teríamos hoje uma Lisboa mais bela, mais humana, mais agradável, e uma Avenida da República extremamente elegante, o que certamente, até em termos de valorização imobiliária da área, não seria de desprezar...

Poder-se-á dizer que voltar atrás é impossível e que os erros acumulados durante décadas não se poderão remediar, pois os custos financeiros seriam insuportáveis.

Bom, muitas cidades na Europa, após a destruição provocada pela Guerra, não pensaram assim!


Admito, contudo, que a realização de um "sonho" deste tipo seria dificil, mas apesar disso, gostaria de deixar as seguintes observações:

Primeira observação:
Ainda não é tarde no que se refere aos espaços que existem na Avenida da República e que se encontram à espera de novas edificações! Se aparentemente há uma unanimidade relativamente ao sentimento de perda do carácter da Avenida, porque não então, obrigar a que as novas construções nesses espaços obedeçam ao respeito pela traça antiga?

Segunda observação, contendo uma sugestão concreta:
Porque não fazer da construção que se irá realizar no local onde se situou a Feira Popular, um quarteirão romântico, utilizando os projectos de edifícios do final do século XIX e principio do século XX, que foram destruídos naquela e noutras Avenidas de Lisboa? Porque não pagar assim uma dívida histórica para com a cidade?

Vejamos alguns exemplos de edificios demolidos:




Prédio da Avenida da República demolido em 1949, deu lugar a prédio de 8 pisos




Prédio na Avenida Duque de Loulé demolido em 1954, substiuido por edificio de 7 pisos


Prédio da Avenida Tomaz Ribeiro demolido em 1954, substituido por edificio de escritórios


Terceira observação:
No que se refere à Avenida da República, os apetites parece que não sossegam, as ideias e a vontade de intervir não faltam e a possibilidade de se arranjar o dinheiro necessário, parece que também não. A este propósito, deixo aqui transcrito o artigo do jornalista Filipe Morais do Diário de Noticias, publicado em 15 de Maio de 2006, sobre um projecto do tempo de Carmona Rodrigues, com o título: A Avenida da República vai ter prédios mais altos - para quem quiser ver o artigo no respectivo site aqui segue o link:

http://dn.sapo.pt/2006/05/15/cidades/avenida_republica_ter_predios_mais_a.html

Independentemente do que se possa pensar sobre este projecto, a verdade é que a hipotese da sua realização pela Câmara de Lisboa, significa que algo pode ser feito para modificar a Avenida da República! Então, se algo pode ser feito, não seria altura de se ponderarem todas as hipoteses de alteração, dando aos cidadãos a palavra sobre o que pretendem para a sua cidade?


Transcrevo agora o referido artigo:



"A Avenida da República vai ter prédios mais altos (Filipe Morais - DN)


Uma avenida mais homogénea, com uma imagem urbana requalificada e que atraia mais pessoas para o centro da cidade, é o objectivo do Plano de Alinhamento e Cérceas para a Avenida da República, que a vereadora do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa vai apresentar na próxima reunião pública da autarquia.No total, este plano de pormenor, em modalidade simplificada, vai envolver 130 edifícios e deverá resultar numa Avenida da República com um ar renovado.


O plano de Gabriela Seara prevê um acréscimo de edificabilidade de 44%, com mais 77 327 metros quadrados, através do crescimento das cérceas, a dimensão vertical das construções.O objectivo é permitir que alguns dos edifícios daquela artéria possam crescer e construir novos pisos. Gabriela Seara explicou ao DN que "há quarteirões muito díspares, onde há 'desdentados', e em alguns casos conseguimos resolver esse problema", com edifícios que "podem sofrer uma remodelação profunda, incluindo demolições, ou só alterações parciais, ou construção em volume, tendo que manter as fachadas".


A vereadora sublinha que "o objectivo deste plano, que inclui definições para alterações de usos e características arquitectónicas, é o de salvaguardar, reabilitar e integrar valores patrimoniais" e "identificar e reabilitar os usos residenciais".


A responsável pelo Urbanismo da cidade acrescenta que "isto é uma nova visão da cidade, o facto de começarmos a atrair pessoas para uma zona que é bem servida de acessibilidades. É o que nos interessa, promover a habitação e repovoar os eixos centrais da cidade".


Neste plano de alinhamento e cérceas, que, após aprovação na autarquia, terá de ser enviado à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR), houve ainda a preocupação de "conseguir uma valorização positiva para os que construíram património urbano de qualidade e que actualmente são prejudicados por aqueles cujo património não é qualificado". Assim, ajuda-se ainda "quem não teve preocupações de qualidade em edifícios que podem agora aumentar os fogos ou a volumetria".


Método perequativo


No entanto, o projecto vai mais longe, prevendo compensações para os edifícios classificados e "que perdem uma edificabilidade que os seus vizinhos do lado podem ganhar. Por isso, têm de ser compensados, pelo facto de não lhes poderem mexer". Gabriela Seara chama a atenção para o facto de que "quem vai pagar essa indemnização são os que podem mexer.


Conseguimos um sistema perequativo, em que uns pagam, outros recebem e outros pagam e recebem, por poderem construir, mas só até um determinado limite". As contas da perequação compensatória prevêem já um valor de mais de 16 milhões de euros, que será pago pelos edifícios que podem construir aos que não podem. A verba deverá ser aplicada na reabilitação destes edifícios. Os benefícios a reverter para a CML serão acima dos 18 milhões de euros.


Quanto ao sistema de pagamento, a vereadora adianta que "ainda está em estudo, até porque a câmara não pode fazer afectação de verbas", mas "um fundo permitiria monitorizar a execução e perceber, de forma transparente, quantos pagaram, quantos receberam e se está a decorrer como previsto".Para o ganho de 77 mil metros quadrados na Avenida da República, onde a cércea média é de 31,5 metros de altura, 49 podem ser mexidos, 27 não poderão ser alterados e dez estão na situação em que podem ser alterados, mas não até ao limite, pelo que, segundo o método perequativo, pagam e recebem. Há 46 edifícios que ficam de fora do plano.


O projecto para a Avenida da República inclui já o espaço da Feira Popular de Lisboa, "que já tem um loteamento aprovado". Gabriela Seara refere que nas construções para aquele espaço, "se quiserem aumentar ou fazer alterações, já sabem que a partir de um limite não mexem" e reforça a importância destas "regras, sobretudo em avenidas sensíveis. Ao contrário do que dizem, diminuem a especulação imobiliária", porque estão definidas à partida.


A aplicação deste projecto poderá ter início no próximo ano. Depois do envio à CCDR, o plano terá que passar por um período de discussão pública e "todos os grandes proprietários vão ter que ser ouvidos". Depois do parecer da CCDR, a câmara tem que votar o projecto novamente, enviá-lo à aprovação da assembleia municipal e só depois pode ser ratificado, pelo que só deverá entrar em vigor em 2007. "São processos muito participados. é mau porque demora, mas é melhor assim", disse a autarca.


Sobre os objectivos deste plano, Marina Tavares Dias, estudiosa da cidade de Lisboa, entende que "tudo o que venha impor regras é bom, mas é preciso analisar caso a caso" e afirma que, actualmente, "a Avenida da República é um somatório de tudo o que não devia ter sido feito desde os anos 50 e está transformada num caos absoluto. A especialista critica o facto de a avenida "ser uma auto-estrada com prédios dos lados" e a falta de residentes: "O trânsito é intenso, mas às 21.00 já não se vê ninguém na rua." Assim, sem se querer pronunciar sobre o plano por não o conhecer, diz que "qualquer coisa que se tente melhorar é sempre louvável, mas se for para burocratizar, não vale a pena".

domingo, junho 08, 2008

A escolha

Balsemão disse, em tempos, que as televisões tanto podem vender um sabonete como um presidente da Republica e a actual campanha presidencial americana vem dar-lhe toda a razão.

Para se tornarem conhecidos e populares, os políticos vão-se sujeitando e pactuando com todas as formas de fazer política.

Todas as formas de captar atenção vão servindo, para angariar votantes, mesmo as mais inesperadas, quando se promete a diferença na política:



Obama é um político jovem, dotado de forte carisma e de uma excelente capacidade oratória.

Também é um homem muito inteligente!

Transmitindo a imagem de homem sério, que certamente é, não tem contudo, na minha opinião, a experiência política e de vida necessárias a uma verdadeira consistência política presidencial.



Talvez por isso, Obama já tenha afirmado tudo e o seu contrário, sempre com a mesma inabalável convicção e tanto mostrou a sua admiração pelas políticas de Ronald Reagan, como se manifestou aberto e compreensivo para com o actual líder iraniano.

Diz que é diferente e que quer que a política seja feita de forma diferente. Infelizmente, quer os escritos, quer os discursos (cujas traves mestras nem é ele que pensa ou redige), são tão simpáticos, quanto vazios de conteúdo.
Vazios e contraditórios! No entanto simpáticos, e divulgados até à exaustâo pela principais cadeias de televisão!


O que o torna tão atractivo?
Obama ofereceu uma miragem: Um político jovem, teoricamente descomprometido com lobbies, diferente nos métodos e atitudes!


Bom, de políticos que se apregoam diferentes dos outros, alardeando superioridades morais, já todos vimos exemplos, normalmente tristes e decepcionantes e... descomprometido com lobbies?
Bem, olhemos com algum cuidado as listas de doadores e os seus apoiantes financeiramente mais poderosos!

Afinal de onde lhe vêm os apoios mais significativos?
Vêm de David Plouffe (George Soros), Zbigniew Bzrezinski (Rockefeller), Dennis Ross (Jewish People Policy Planning Institute, Trilateral, Bilderberg).

Os americanos que há 8 anos atrás preferiram Bush a um homem como Al Gore, agora possivelmente irão colocar no seu lugar alguém cuja principal experiência política é a de dois anos no Senado!
Alguém que na sua própria autobiografia se mostra deslumbrado com os bastidores de Washington, convicto de ser o “escolhido” e com evidente pressa para ir mais longe!


Por mim, se fosse americano teria preferido Hillary Clinton agora, esperando que dentro de oito anos um Obama mais maduro e experiente tivesse então a oportunidade de chegar à Casa Branca.



Não aproveitar a experiência e as capacidades de Hillary é, quanto a mim, um desperdício absurdo. Mas, com os média, detidos pelos meios financeiros mais poderosos, obstinadamente contra ela e não perdendo uma oportunidade para a diminuir ou a humilhar, o seu destino político estava traçado.

Hillary foi, ainda muito jovem, sensação na Imprensa nacional americana, em 1969, quando ao ser escolhida para fazer o discurso de formatura em Ciências Políticas, na sua Universidade, teve mais de sete minutos de aplausos entusiasmados de toda a plateia, pelas desassombradas criticas que dirigiu ao orador anterior, o senador Edward Brooke.


Considerada como um dos 100 melhores advogados dos Estados Unidos, esteve envolvida desde o tempo de Jimmy Carter na preparação de políticas sociais, a favor das crianças e dos mais pobres, das políticas de ataque ao HIV/SIDA, às políticas de apoio aos professores do ensino público.

Foi no tempo da presidência de Billy Clinton, a responsável pela preparação de um programa que introduziria no país um sistema universal de saúde, que acabou por ser bloqueado no Congresso por influência das poderosas seguradoras, as mesmas que estrategicamente agora apoiaram Barak Obama.


Com várias licenciaturas e doutoramentos em Direito e áreas sociais, uma experiência de quase 40 anos em actividades públicas e o apoio declarado da maior parte dos oficiais generais americanos, após no Senado ter produzido a melhor legislação de regulamentação interna das Forças Armadas Americanas, Hillary Clinton apelou agora ao apoio a Obama, em nome da vitória dos ideais e da unidade do Partido Democrático.

E, tendo em conta os sinais já existentes, o Partido Democrático bem precisa de unidade se quiser vencer McCain.



Esperemos agora que Obama, que tão bem soube aproveitar os apoios que lhe surgiram para que impedisse a nomeação de Hillary Clinton, não seja agora trucidado por esses mesmos interesses ou, pior ainda, deixar-se manipular por eles.

Será importante para o mundo, a vitória e uma boa presidência deste jovem e inesperado candidato.