
A situação foi testemunhada pelo presidente da Assistência Médica Internacional (AMI), Fernando Nobre, que hoje a utilizou numa entrevista à agência Lusa para ilustrar o drama da falta de alimentos que tende a aumentar por todo o mundo.
Vida em sociedade, música, teatro, cinema, gastronomia






Em 2006 um jovem casal, abriu no Monte Estoril, um dos restaurantes que eu considero do melhor que o nosso panorama gastronómico tem para nos oferecer.

O meu bisavô pertencia à Guarda Real, aquando do Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908.
Aconselho vivamente uma visita ao Palácio da Ajuda em Lisboa.
Ontem, a SIC - Notícias, pediu a Sanatana Lopes que se deslocasse aos seus estúdios para dar um depoimento sobre a situação do segundo partido português, o PSD.Ontem, a SIC demonstrou mais uma vez, que os seus responsáveis, nem sequer têm consciência da enormidade que praticou... da falta de senso, de civismo e de educação que evidenciou...
Ontem, a SIC demonstrou a que nível se situam os seus critérios editoriais, qual o conceito que têm de notícia e de actualidade e qual o respeito que possuem pelos seus convidados e telespectadores.

Sarko a gagné, Sego a perdu.
O Washington Post publicou na imprensa americana, o DN na imprensa portuguesa e Daniel Ferreira fê-lo na nossa blogosfera, escrevendo o que agora transcrevo e que, para além da curiosidade do facto, merece uma séria reflexão"Numa experiência inédita, Joshua Bell, um dos mais famosos violinistas do Mundo, tocou incógnito durante 45 minutos, numa estação de metro de Washington, de manhã, em hora de ponta, despertando pouca ou nenhuma atenção.
A provocatória iniciativa foi da responsabilidade do jornal "Washington Post", que pretendeu lançar um debate sobre arte, beleza e contextos. Ninguém reparou também que o violinista tocava com um Stradivarius de 1713 - que vale 3,5 milhões de dólares.
Três dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam 100 dólares, mas na estação de metro foi ostensivamente ignorado pela maioria.
A excepção foram as crianças, que, inevitavelmente, e perante a oposição do pai ou da mãe, queriam parar para escutar Bell, algo que, diz o jornal, indicará que todos nascemos com poesia e esta é depois, lentamente, sufocada dentro de todos nós.
"Foi estranho ser ignorado"Bell, que é uma espécie de 'sex symbol' da clássica, vestido de jeans, t-shirt e boné de basebol, interpretou "Chaconne", de Bach, que é, na sua opinião, "uma das maiores peças musicais de sempre, mas também um dos grandes sucessos da história". Executou ainda "Ave Maria", de Schubert, e "Estrellita", de Manuel Ponce - mas a indiferença foi quase total.
Esse facto, aparentemente, não impressionou os utentes do metro. "Foi uma sensação muito estranha ver que as pessoas me ignoravam", disse Bell, habituado ao aplauso. "Num concerto, fico irritado se alguém tosse ou se um telemóvel toca. Mas no metro as minhas expectativas diminuíram. Fiquei agradecido pelo mínimo reconhecimento, mesmo um simples olhar", acrescentou.
O sucedido motiva o debate foi este um caso de "pérolas a porcos"? É a beleza um facto objectivo que se pode medir ou tão-só uma opinião?
Mark Leitahuse, director da Galeria Nacional de Arte, não se surpreende: "A arte tem de estar em contexto". E dá um exemplo: "Se tirarmos uma pintura famosa de um museu e a colocarmos num restaurante, ninguém a notará".
Para outros, como o escritor John Lane, a experiência indica a "perda da capacidade de se apreciar a beleza". O escritor disse ao "Washington Post" que isto não significa que "as pessoas não tenham a capacidade de compreender a beleza, mas sim que ela deixou de ser relevante"."
Querendo saber mais sobre este jovem violinista que já nos visitou em 2001, aconselho a visita ao seu site, onde se pode escutar excertos das suas gravações:
Hoje trago até aqui a minha visão de um outro espectáculo teatral:
Fui ver o musical produzido por Filipe La Féria.












Faz hoje precisamente 37 anos que desapareceu Mirene Cardinalli.
O Instituto Português de Oncologia e a Liga Portuguesa Contra o Cancro têm tido ao longo dos anos um trabalho notável, quer pela dedicação dos seus profissionais, quer pelo empenho generoso de muitos voluntários.
Mesmo que a conduta do marido seja censurável, mesmo que este se dê a outros amores, a mulher virtuosa deve reverenciá-lo como a um deus. Durante a infância, uma mulher deve depender de seu pai, ao se casar de seu marido, se este morrer, de seus filhos e se não os tiver, de seu soberano. Uma mulher nunca deve governar a si própria."Leis de Manu (Livro Sagrado da Índia)"

A RTP vai iniciar neste fim-de-semana um programa designado por "GRANDES PORTUGUESES".
Tive ontem um sentimento de previlégio, em cada momento do magnifico concerto de Anne Sophie von Otter.
Há sempre qualquer coisa de mágico que os grandes interpretes conguem passar para o público.
Abandonando o registo operático, Anne Sofie apareceu-nos encarnando a sua faceta de cantora de cabaré, transfigurando as antigas canções dos ABBA em melodias ora cheias de sarcasmo, ora plenas de ternura, colocando-as a par das de Weil e de Trenet e elevando-as a um estatuto para muitos (eu incluído) inesperado.
Bilbao Song e Money, Money apareceram assim lado a lado, com a mesma grandeza, a mesma beleza e mesma expressividade.
Revisitou-se Mistinguett e Dietrich, levando-nos pelas memórias e pairando, até mesmo, bem acima delas.
Emocionou-se e emocionou-nos com a belissíma "I walk with you Mama" de Benny Andersson.
Momentos raros na Gulbenkian que colocaram a grande distância o espectáculo de há dois anos da também excelente Ute Lemper.
Mas não fui só eu que gostei, deixo aqui o comentário, hoje emitido pelo DIÁRIO DIGITAL:
Gulbenkian rendeu-se à voz de Anne Sofie von Otter
Uma série de prolongados aplausos e três extras coroaram a actuação da meia-soprano sueca Anne Sofie von Otter em Lisboa, quarta-feira à noite, na abertura da nova temporada de música da Fundação Gulbenkian.
Depois de ter interpretado as vinte canções do programa, acompanhada por um conjunto de nove instrumentistas, Anne Sofie von Otter voltou ao palco três vezes, para cantar mais três temas, um dos quais sem microfone, e ao despedir-s e do público, comentou: «Foi uma noite maravilhosa».
Anne Sofie von Otter, 51 anos, é uma das mais aclamadas cantoras líricas da actualidade e com um reportório que vai da ópera barroca às canções pop.
«É um verdadeiro camaleão, capaz de cantar tudo, da música pré-histórica até aos Beatles», disse o maestro Marc Minkowsky acerca de Anne Sofie von Otter.
Quarta-feira à noite, von Otter cantou várias músicas dos Abba e canções de Kurt Weil, Elvis Costello e Charles Trenet.
O espectáculo, esgotado há várias semanas, chamava-se «I Let The Music Speak», que é também o título do seu último disco.
A nova temporada de música da Gulbenkian, que decorre até Junho de 2007, é uma das mais importantes de sempre, com 128 concertos e um ciclo de piano que trará a Lisboa os principais intérpretes mundiais.
Diário Digital / Lusa
05-10-2006 11:04:00Em cima fica a capa do próximo disco da von Otter, um disco de Natal, como convém nas semanas que se aproximam, que se for tão bom como o anterior que gravou com melodias natalícias será, decerto, um dos melhores discos do ano!!!
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A FACE DA MORTE EM LISBOA
Lisboa recebe, de 3 a 28 de Outubro, no Museu da Água na Mãe d’Água das Amoreiras em Lisboa, uma das mais polémicas exposições fotográficas apresentadas nos últimos anos na Europa.
O fotógrafo alemão Walter Schels e a jornalista Beate Lakotta acompanharam cerca de 24 doentes terminais nos seus últimos momentos de vida. Percorrendo diversos hospitais, onde durante semanas viveram de perto a dor de quem sabe que o fim está perto, surge a exposição Amor-te. Um conjunto de 44 fotografias, a preto e branco, fixam dois momentos de cada doente terminal: uma fotografia ainda em vida e outra logo após a morte.
A exposição AMOR-TE conta-nos as experiências, os medos e as esperanças daquelas pessoas, cujo comovente testemunho permanecerá para sempre através das fotografias de Walter Schels e dos textos da jornalista da revista Der Spiegel, Beate Lakotta.
Esta exposição obriga-nos a confrontar-nos com a dor de um final, com a nossa mortalidade. Se na velhice, esse confronto se torna menos doloroso, quando nos deparamos com a morte de uma criança de 17 meses, tudo é questionado.
A última fotografia, já depois de mortos, é quase como um último suspiro que fica suspenso para sempre num espaço e tempo inomináveis. Uma exposição sobre a morte, cujo apelo é a vida.
Todos os visitantes da exposição Amor-te estão a contribuir para a AMARA – Associação pela Dignidade na Vida e na Morte, que tem como objectivo ajudar pessoas em fase terminal e os seus familiares.
Para mais informações por favor contacte a LAIS DE GUIA:
Rui Pereira – 96 646 00 93
Ana Sacadura – 96 901 53 51
www.amor-te.com
Walter Schels - Fotógrafo
Walter Schels, nascido em 1936 em Landshut, na Baviera, é um artista conhecido pela sua versatilidade. Iniciou a sua carreira como vitrinista, sendo os seus trabalhos conhecidos em Genebra, Barcelona e no Canadá, mas cedo descobriu a sua paixão pela fotografia. Esta paixão levou-o a Nova Iorque, em 1966, para aí se tornar fotógrafo profissional. Em 1970 regressou à Alemanha, onde conheceu um imenso sucesso, trabalhando para revistas de ilustração, moda e tirando fotografias para anúncios publicitários. A partir de 1975, Walter Schels começou a desenvolver uma série de foto-reportagens para a revista Eltern, onde retratou o momento do nascimento de crianças. Este processo fez com que descobrisse o seu fascínio por fotografar rostos, tornando-se deste modo mundialmente conhecido pelas suas fotografias de artistas, políticos e outras figuras proeminentes do mundo cultural e intelectual num panorama internacional. Walter Schels é membro da Free Academy of Arts em Hamburg, Membro Honorário da Alliance of Freelance Photo Designers e entrou no Hasselblad Master no ano de 2005.
Beate Lakotta - Jornalista
Beate Lakotta nasceu em 1965, em Kassel, na Alemanha. Licenciou-se em Literatura Alemã e Ciência Política em Heidelberg. Desde 1999 é redactora da revista alemã DER SPIEGEL, fazendo parte da secção de ciência, onde escreve vários artigos que abordam temas do universo da Medicina e da Psicologia. Beatte Lakotta participou no concurso Schizophrenia Reintegration Award 2001, foi nomeada para o prémio Egon-Erwin-Kisch em 2002 e venceu o Deutscher Sozialpreis Prize em 2004.
PRÉMIOS PARA A EXPOSIÇÃO AMOR-TE
Ao escreverem um artigo em conjunto para a exposição AMOR-TE, publicado na revista DER SPIEGEL em 2003, Walter Schels e Beate Lakotta foram distinguidos com o prémio Hansel-Mieth para a melhor reportagem e receberam também o prémio da Federal Consortium of Hospices’ Honorary Artist’s.
Walter Schels obteve o segundo lugar no World Press Photo de 2004 com os seus retratos, assim como o prémio Lead 2003 e também uma medalha de ouro do Art Directors Club.
O livro Life Before Death. Encounters With The Terminally Ill, publicado pela Deutsche Verlags-Anstalt (dva), recebeu o prémio do melhor livro fotográfico alemão de 2004.
AMARA
Associação pela Dignidade na Vida e na Morte
A AMARA é uma IPSS com fins de Saúde (Nº 01/05, a fls.31 e 31 verso). Foi constituída sob a forma de Associação sem fins lucrativos em 8 de Outubro de 2003.
Embora fundada por uma monja budista, Tsering Paldrön (Emília Teresa Marques Rosa), a AMARA é uma Associação não confessional e apolítica, e todas as suas actividades são abertas a todas as pessoas e instituições, de qualquer origem social, étnica e religiosa.
A AMARA é sócia de:
International Association for Hospice and Palliative Care
Associação Nacional de Cuidados Paliativos
Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado
OBJECTIVOS:
MISSÃO: Ajudar as pessoas em fase terminal de vida, seus familiares e pessoas próximas aconselhando-as e acompanhando-as, por forma a minorar o sofrimento e a proporcionar condições de dignidade na vida e na morte.
DESTINATÁRIOS: Pessoas em fase terminal de vida, seus familiares, amigos, médicos, enfermeiros e outros cuidadores que procurem informação e apoio na Associação.
ACTIVIDADES:
Educação e Formação de alta qualidade para Voluntários e Profissionais
de Saúde que trabalham com doentes em fase terminal de vida.
Apoio voluntário a doentes terminais, seus familiares e pessoas próximas.
Gestão e apoio contínuo dos voluntários que acompanham pessoas em
fase terminal de vida e suas famílias.
Organização de eventos culturais e outras iniciativas para promover e apoiar o voluntariado, realização de publicações que visam desenvolver os Cuidados Paliativos.