quinta-feira, outubro 05, 2006

A PASSAGEM

Heiner Schmitz
52 anos
tumor cerebral
Passo a transcrever o seguinte press release:

A FACE DA MORTE EM LISBOA

Lisboa recebe, de 3 a 28 de Outubro, no Museu da Água na Mãe d’Água das Amoreiras em Lisboa, uma das mais polémicas exposições fotográficas apresentadas nos últimos anos na Europa.
O fotógrafo alemão Walter Schels e a jornalista Beate Lakotta acompanharam cerca de 24 doentes terminais nos seus últimos momentos de vida. Percorrendo diversos hospitais, onde durante semanas viveram de perto a dor de quem sabe que o fim está perto, surge a exposição Amor-te. Um conjunto de 44 fotografias, a preto e branco, fixam dois momentos de cada doente terminal: uma fotografia ainda em vida e outra logo após a morte.
A exposição AMOR-TE conta-nos as experiências, os medos e as esperanças daquelas pessoas, cujo comovente testemunho permanecerá para sempre através das fotografias de Walter Schels e dos textos da jornalista da revista Der Spiegel, Beate Lakotta.

Esta exposição obriga-nos a confrontar-nos com a dor de um final, com a nossa mortalidade. Se na velhice, esse confronto se torna menos doloroso, quando nos deparamos com a morte de uma criança de 17 meses, tudo é questionado.

A última fotografia, já depois de mortos, é quase como um último suspiro que fica suspenso para sempre num espaço e tempo inomináveis. Uma exposição sobre a morte, cujo apelo é a vida.
Todos os visitantes da exposição Amor-te estão a contribuir para a AMARA – Associação pela Dignidade na Vida e na Morte, que tem como objectivo ajudar pessoas em fase terminal e os seus familiares.
Para mais informações por favor contacte a LAIS DE GUIA:
Rui Pereira – 96 646 00 93
Ana Sacadura – 96 901 53 51
www.amor-te.com

Walter Schels - Fotógrafo
Walter Schels, nascido em 1936 em Landshut, na Baviera, é um artista conhecido pela sua versatilidade. Iniciou a sua carreira como vitrinista, sendo os seus trabalhos conhecidos em Genebra, Barcelona e no Canadá, mas cedo descobriu a sua paixão pela fotografia. Esta paixão levou-o a Nova Iorque, em 1966, para aí se tornar fotógrafo profissional. Em 1970 regressou à Alemanha, onde conheceu um imenso sucesso, trabalhando para revistas de ilustração, moda e tirando fotografias para anúncios publicitários. A partir de 1975, Walter Schels começou a desenvolver uma série de foto-reportagens para a revista Eltern, onde retratou o momento do nascimento de crianças. Este processo fez com que descobrisse o seu fascínio por fotografar rostos, tornando-se deste modo mundialmente conhecido pelas suas fotografias de artistas, políticos e outras figuras proeminentes do mundo cultural e intelectual num panorama internacional. Walter Schels é membro da Free Academy of Arts em Hamburg, Membro Honorário da Alliance of Freelance Photo Designers e entrou no Hasselblad Master no ano de 2005.


Beate Lakotta - Jornalista
Beate Lakotta nasceu em 1965, em Kassel, na Alemanha. Licenciou-se em Literatura Alemã e Ciência Política em Heidelberg. Desde 1999 é redactora da revista alemã DER SPIEGEL, fazendo parte da secção de ciência, onde escreve vários artigos que abordam temas do universo da Medicina e da Psicologia. Beatte Lakotta participou no concurso Schizophrenia Reintegration Award 2001, foi nomeada para o prémio Egon-Erwin-Kisch em 2002 e venceu o Deutscher Sozialpreis Prize em 2004.


PRÉMIOS PARA A EXPOSIÇÃO AMOR-TE

Ao escreverem um artigo em conjunto para a exposição AMOR-TE, publicado na revista DER SPIEGEL em 2003, Walter Schels e Beate Lakotta foram distinguidos com o prémio Hansel-Mieth para a melhor reportagem e receberam também o prémio da Federal Consortium of Hospices’ Honorary Artist’s.
Walter Schels obteve o segundo lugar no World Press Photo de 2004 com os seus retratos, assim como o prémio Lead 2003 e também uma medalha de ouro do Art Directors Club.

O livro Life Before Death. Encounters With The Terminally Ill, publicado pela Deutsche Verlags-Anstalt (dva), recebeu o prémio do melhor livro fotográfico alemão de 2004.


AMARA
Associação pela Dignidade na Vida e na Morte

A AMARA é uma IPSS com fins de Saúde (Nº 01/05, a fls.31 e 31 verso). Foi constituída sob a forma de Associação sem fins lucrativos em 8 de Outubro de 2003.

Embora fundada por uma monja budista, Tsering Paldrön (Emília Teresa Marques Rosa), a AMARA é uma Associação não confessional e apolítica, e todas as suas actividades são abertas a todas as pessoas e instituições, de qualquer origem social, étnica e religiosa.

A AMARA é sócia de:
International Association for Hospice and Palliative Care
Associação Nacional de Cuidados Paliativos
Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado


OBJECTIVOS:

MISSÃO: Ajudar as pessoas em fase terminal de vida, seus familiares e pessoas próximas aconselhando-as e acompanhando-as, por forma a minorar o sofrimento e a proporcionar condições de dignidade na vida e na morte.

DESTINATÁRIOS: Pessoas em fase terminal de vida, seus familiares, amigos, médicos, enfermeiros e outros cuidadores que procurem informação e apoio na Associação.

ACTIVIDADES:

Educação e Formação de alta qualidade para Voluntários e Profissionais
de Saúde que trabalham com doentes em fase terminal de vida.
Apoio voluntário a doentes terminais, seus familiares e pessoas próximas.
Gestão e apoio contínuo dos voluntários que acompanham pessoas em
fase terminal de vida e suas famílias.
Organização de eventos culturais e outras iniciativas para promover e apoiar o voluntariado, realização de publicações que visam desenvolver os Cuidados Paliativos.

1 comentário:

  1. eu tenho medo da MORTE, ou melhor, tenho medo de como engfrentar a morte...medo de nao lhe poder fazer frente, de nao ter garras para a dominar_e nãpo dominarei certamente-, esta visao negra e um pouco obtusa desta vida por vezes faz-me correr a oprocura do sol, do ar...e a morte deixa de estar presente...o dia cai calmo...portanto falar dela-morte-, n me e particularmente querido.....ser confrontado com estas imagens n me iria agradar por certo!!!....n lhe retiro merito do fotografo,mas deixo essa apreciaçoa a quem tem por ela _morte- uma visao lirica, madura eu nao , sou fragil, imaturo, sensivel......a agua cia-me dos olhos como regatos que veem da serra, nao os controlo, enfim....

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